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URGENTE: IRACEMA VALE É CITADA COMO MANDANTE DO ASSASSINATO DE PACOVAN

  Uma reportagem publicada pela revista Carta Capital coloca o Maranhão no centro de um dos maiores escândalos políticos e… [ ]

20 de agosto de 2026

 


Uma reportagem publicada pela revista Carta Capital coloca o Maranhão no centro de um dos maiores escândalos políticos e judiciais dos últimos anos. A matéria revela que, em delação premiada prestada à Polícia Federal, o condenado Gilbson Cutrim aponta a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale, o governador Carlos Brandão e seu irmão Marcos Brandão como os supostos mandantes do assassinato do agiota e empresário Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como Pacovan, morto a tiros em junho de 2024, em Zé Doca.

Pacovan foi executado em 14 de junho de 2024, dentro de um posto de combustível de sua propriedade, em um crime que inicialmente foi atribuído a um casal de seus ex-colaboradores — Fernanda Costa e Francisco Heydyne do Nascimento, o “Cearense” — presos pela Polícia Civil como supostos mandantes. Mas a delação de Gilbson Cutrim, constante dos autos do inquérito federal, afirma que o casal foi “armado” para assumir a autoria intelectual do crime, enquanto os verdadeiros mandantes permaneciam protegidos:
“A morte de Pacovan está totalmente ligada a eles.” — diz o delator nos autos.

A reportagem levanta a hipótese de que o empresário, conhecido como um dos principais agiotas do meio político maranhense — que emprestava recursos a parlamentares e financiava campanhas — teria sido eliminado por conhecer demais segredos financeiros de integrantes do primeiro escalão do governo.

A reportagem descreve um quadro alarmante de supostas práticas criminosas, todas sob a liderança do governador Carlos Brandão, segundo as acusações apresentadas:

• Homicídio: o assassinato de Pacovan e também o de João Bosco Sobrinho Pereira, no Caso Tech Office, ambos ligados a disputas sobre dinheiro e divisão de propinas;

• Recebimento de propinas: pagamentos por destravamento de verbas públicas, contratos e nomeações;

• Compra de vagas em tribunais: interferência na composição do Tribunal de Contas do Estado e de instâncias judiciais;

• Lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio: movimentações financeiras em espécie e por meio de empresas de fachada, com transferências entre contas de parentes e laranjas;

• Obstrução de Justiça: tentativas de suborno, pressão sobre testemunhas e pagamento de valores para manter silêncio de envolvidos.

As revelações fazem parte de um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Flávio Dino. A Polícia Federal já havia apontado em documentos sigilosos, posteriormente tornados públicos, que Carlos Brandão seria o “provável líder de organização criminosa” investigada. O governador negou as acusações, classificando-as como “factóide de época de eleição”.

A deputada Iracema Vale reagiu em vídeo, negando envolvimento e classificando as acusações como “orquestração política”. Marcos Brandão também não se pronunciou oficialmente sobre a delação.

O caso expõe uma crise institucional sem precedentes no Maranhão, onde os três Poderes aparecem, de acordo com as investigações, profundamente comprometidos com uma rede de suposta corrupção que se mistura a homicídios e obstrução de Justiça.

A revista Carta Capital chama a atenção para o fato de que, a menos de dois meses das eleições, o eleitorado maranhense precisa saber se os mandantes de assassinatos estão ocupando os mais altos cargos no Estado.

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