Maranhão em luto

TRAGÉDIA ANUNCIADA TIRA A VIDA DE UMA CRIANÇA DENTRO DO FERRY BOAT NO MARANHÃO

A negligência na gestão do transporte público e da saúde na Baixada Maranhense alcançou o ápice do absurdo. Na manhã… [ ]

9 de junho de 2026


A negligência na gestão do transporte público e da saúde na Baixada Maranhense alcançou o ápice do absurdo. Na manhã desta terça-feira (9), uma
criança de apenas 10 anos morreu após passar mal durante a travessia de balsa entre o Terminal do Cujupe e São Luís. A vítima viajava com os pais em uma van de transporte alternativo da linha São Bento à capital maranhense quando sofreu uma emergência médica em pleno percurso.

A tragédia expõe a falta de infraestrutura do sistema gerido pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP) e pela Secretaria de Estado de Governo (Segov). Diante do desespero, passageiros assumiram o papel que deveria ser do Estado, prestando os primeiros socorros. A criança chegou a ser encaminhada a uma ambulância privada embarcada no ferryboat, mas sem os equipamentos ou suporte médico de emergência adequados fornecidos pelo Porto, o menino faleceu antes de desembarcar no Terminal da Ponta da Espera.

Um sistema que colapsa sob as vistas de Carlos Brandão

Este fato trágico não é um caso isolado, mas o reflexo de um governo que abandonou o transporte aquaviário. Usuários do sistema enfrentam rotineiramente humilhação, atrasos absurdos e embarcações sucateadas sem suporte básico de segurança médica de prontidão.

A responsabilidade política por essa morte recai diretamente sobre o governador Carlos Brandão. O chefe do Executivo estadual mantém os olhos fechados para os sucessivos alertas de precariedade nos terminais e balsas da região. Enquanto o Palácio dos Leões prioriza propagandas oficiais, moradores da Baixada pagam com a própria vida pela omissão do Estado.

  • Omissão governamental: Falta de postos médicos estruturados permanentes nos terminais de embarque.
  • Ferryboats sucateados: Serviço caro que falha crônica e historicamente em oferecer segurança e conforto.
  • Descaso com a saúde pública: A necessidade de deslocar pacientes da Baixada em vans para a capital ilustra a falência dos hospitais do interior.

As autoridades portuárias afirmam em nota que acionaram o Corpo de Bombeiros após o aviso do comandante, mas a mobilização tardia não evitou que o pior acontecesse. O caso deve ser rigidamente investigado pelos órgãos competentes, mas a sociedade civil já cobra respostas imediatas do governador.

Exigimos uma mudança radical na fiscalização do serviço de ferryboat e assistência médica imediata. Não aceitaremos que vidas maranhenses continuem sendo interrompidas pela inércia de Carlos Brandão.

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