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RODOVIA FECHADA E O DEPUTADO DA REGIÃO O QUE TA FAZENDO?

Com a manifestação na MA‑106, fica claro que não temos representantes baixadeiros que podem representar esta região com legitimidade e… [ ]

10 de julho de 2026

Com a manifestação na MA‑106, fica claro que não temos representantes baixadeiros que podem representar esta região com legitimidade e assim poder cobrar até ser feito os benefícios que tanto se precisa. É o quinto bloqueio desde 2023 pelos mesmos motivos.

É verdade que de Pinheiro até o Cujupe o asfalto é novo, mas enquanto isso o restante da rodovia virou um vale de crateras, risco de morte e prejuízos diários.

Em abril de 2026, o governador chegou com pompa, discursos e comitiva para inaugurar 80 km de requalificação — mas apenas no trecho Cujupe–Pinheiro. Disse ter feito “uma obra diferente, depois de 34 anos de tapa‑buracos”. Mas e o resto? E o povo da baixada e do Litoral?.

A Justiça mandou recuperar toda a MA‑106 em seis meses, até outubro de 2025. Brandão cumpriu só a metade que serve de vitrine: o trecho que liga ao terminal de ferryboat, por onde passam visitantes e autoridades. Todo o resto segue abandonado.

Não há cronograma oficial, nem ordem de serviço, nem verba anunciada para esse trecho. O governador prefere cuidar de articulações políticas em Brasília do que de estradas que matam no interior.

Os dois deputados da região não perderam tempo: logo após a inauguração, subiram à tribuna para comemorar e dar crédito ao governo. João Batista Segundo apresentou a Indicação nº 412/2025, pedindo obras emergenciais — mas nunca cobrou publicamente a inclusão do trecho Santa Helena no pacote. Ao contrário: em abril/2026, disse que a obra beneficia “hospitais e escoamento”, mas não mencionou que a estrada até lá continua intransitável.

Já o Cláudio Cunha chegou a afirmar que a intervenção aconteceu “ouvindo a mim e ao deputado João Batista” — mas não explicou por que só metade foi feita. Aceitou o discurso de fachada como se fosse a solução completa.

Cinco bloqueios em três anos. Promessas não cumpridas. Decisão judicial ignorada. E os responsáveis: Brandão, que não conclui; João Batista Segundo e Cláudio Cunha, que não cobram com rigor.

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