Só promessa

O SHOW DAS PROMESSAS: PINHEIRO RECEBE COMITIVA DO GOVERNO ENQUANTO ESPERA OBRAS QUE SUMIRAM NO MAPA

Preparem os tapetes vermelhos, sintonizem os foguetes e, acima de tudo, limpem bem os olhos. Hoje, a caravana da “esperança”… [ ]

16 de maio de 2026

Preparem os tapetes vermelhos, sintonizem os foguetes e, acima de tudo, limpem bem os olhos. Hoje, a caravana da “esperança” (ou seria do esquecimento?) desembarca em Pinheiro. O sobrinho do governador, o “nepobaby” Orleans Brandão, lidera um grande ato político na cidade. É festa! É barulho! É foto para o Instagram! Mas será que em seu discurso ele vai falar das promessas do tio?

Se há uma coisa que a atual gestão estadual sabe fazer com maestria, é o “Teatro da Ordem de Serviço”. Aquela solenidade bonita, com sorrisos ensaiados, aplausos sincronizados e uma assinatura imponente em um papel que promete mudar a vida do pinheirense. O problema é que, em Pinheiro, essas ordens de serviço parecem ter sido escritas com tinta invisível ou enviadas para outra dimensão.

Vamos refrescar a memória da comitiva que hoje vem pedir o seu apoio:

1. A Fantástica Praça José Sarney

Prometeram uma reforma digna de cartão-postal. Hoje, quem passa por lá precisa ser um marabalista de primeira, para não cair em buracos e desníveis. A praça continua esperando o brilho prometido nos discursos inflamados.

2. O Parque do Babaçu (Onde a natureza espera sentada)

Outro golaço do marketing governamental. A revitalização do Parque do Babaçu foi anunciada com pompa e circunstância. Era para ser o pulmão verde e a área de lazer da cidade. Na prática? Tornou-se um monumento à paciência da população, que até agora só viu a vegetação natural tomar conta do que deveria ser uma obra concluída.

3. A Duplicação Fantasma: Da Praça Pinheiro a Pacas

Essa aqui desafia as leis da engenharia moderna. A duplicação do trecho que liga a o centro de Pinheiro ao bairro de Pacas foi prometida, celebrada e devidamente “assinada”. Quem precisa trafegar pela via diariamente ainda aguarda o milagre da multiplicação das faixas. Por enquanto, trafegar por ali continua sendo um teste de amortecedor e de nervos.

Menos palanque, mais canteiro de obras

É legítimo que Orleans Brandão e seu grupo façam seus movimentos políticos; afinal, a engrenagem partidária não para. O que não é legítimo é tratar a população de Pinheiro como plateia de um monólogo de promessas repetidas.

Papel aceita tudo, inclusive assinatura de governador. O asfalto, o tijolo e o benefício real para o cidadão, não. O espaço está aberto para que a comitiva do governo explique se as ordens de serviço caducaram ou se o GPS das construtoras responsáveis simplesmente quebrou na entrada da cidade. Enquanto as respostas não vêm, o pinheirense segue assistindo aos discursos de hoje… com os pés fincados na mesma realidade de ontem.

 

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