DEPUTADOS VÃO PROCESSAR CUTRIM POR ACUSAÇÃO SEM PROVAS

A divulgação nesta segunda-feira (27) de uma gravação com o ex-secretário Raimundo Cutrim provocou nova reviravolta no caso Tech Office…. [ ]

28 de julho de 2026


A divulgação nesta segunda-feira (27) de uma gravação com o ex-secretário Raimundo Cutrim provocou nova reviravolta no caso Tech Office. No diálogo de 12 minutos, ele afirma que deputados ligados ao grupo do ministro Flávio Dino arrecadaram R$ 300 mil para que o condenado Gilbson Cutrim fizesse uma delação premiada capaz de atingir aliados do governador Carlos Brandão. Foram citados nominalmente Othelino Neto, Carlos Lula, Rodrigo Lago, Leandro Bello e Júlio Mendonça.

Os parlamentares citados já anunciaram que irão processar Raimundo Cutrim judicialmente. Eles classificam as acusações como levianas, feitas sem qualquer apresentação de provas concretas, e afirmam que irão buscar a responsabilização por danos morais e a apuração da veracidade das alegações perante a Justiça.

A gravação também mostra o ex-secretário orientando familiares sobre como agir diante das autoridades e afirmando conhecer o teor da delação, mesmo o processo tramitando em sigilo no STF. Ele contesta ainda a versão que tentava associar o vice-governador Felipe Camarão ao crime e defende que as transferências feitas por Daniel Brandão a Gilbson derivavam apenas de amizade pessoal.

Raimundo Cutrim critica a condução das investigações pela polícia e reafirma a tese de legítima defesa, contrariando a condenação já imposta a Gilbson pelo assassinato do empresário João Bosco Sobrinho Pereira.

O episódio ganha repercussão logo após reportagem mostrar que o caso deixou de ser apenas criminal e passou a interferir diretamente na disputa pelo Palácio dos Leões. Agora, o áudio amplia a tensão política, misturando investigação e sucessão estadual.

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