Isolamento

BAIXADA EM COLAPSO: ENTRE FERRY-BOATS QUEBRADOS E ESTRADAS CORTADAS, O MARANHÃO DE BRANDÃO PARA

O que estamos presenciando nesta segunda-feira (4) não é apenas um desastre natural, mas o retrato fiel de um governo… [ ]

4 de maio de 2026

O que estamos presenciando nesta segunda-feira (4) não é apenas um desastre natural, mas o retrato fiel de um governo que perdeu o controle da infraestrutura básica do estado. A Baixada Maranhense, região historicamente negligenciada, atingiu hoje o estágio máximo de isolamento. O culpado tem nome e sobrenome: Carlos Brandão.

O rompimento de um trecho da rodovia MA-014, entre os municípios de Vitória do Mearim e Viana, é a prova material do descaso. A força das chuvas apenas expôs a fragilidade de uma manutenção que, visivelmente, só existe no papel ou nas propagandas oficiais. Com a pista cortada por uma cratera, o fluxo de veículos está completamente interrompido, impedindo o transporte de alimentos, pacientes em ambulâncias e o direito de ir e vir do cidadão.

Se por terra a situação é de calamidade, por mar o cenário é de humilhação. Somado à estrada destruída, a crise crônica do sistema de Ferry-boat continua a castigar quem tenta atravessar a Baía de São Marcos. Com embarcações constantemente quebradas e filas quilométricas, a Baixada Maranhense foi transformada em uma “ilha” cercada de incompetência por todos os lados.

Enquanto o governador Carlos Brandão gasta energia com articulações políticas para manter seu projeto de poder familiar, o asfalto das rodovias estaduais derrete e os motores dos ferry-boats calam. Não há planejamento preventivo. O que existe é um governo reativo que, enquanto a Baixada sofre isolada, assiste passivamente ao colapso logístico do Maranhão.

A população da Baixada não precisa de notas de esclarecimento da Secretaria de Infraestrutura; precisa de estradas seguras e transporte digno. O isolamento de hoje é o resultado direto de anos de uma gestão que prioriza a política miúda em vez das grandes necessidades do povo.

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