A LÓGICA BRANDONISTA: CONDENA O GOLPE EM JACKSON LAGO E NÃO EXERGA A “MÃE DO GOLPE” E SUA CANDIDATA AO SENADO, ROSEANA SARNEY

Há uma contradição que salta aos olhos na política maranhense nestas eleições de 2026: a forma como o grupo do… [ ]

20 de agosto de 2026


Há uma contradição que salta aos olhos na política maranhense nestas eleições de 2026: a forma como o grupo do governador Carlos Brandão fala sobre a cassação do ex-governador Jackson Lago, em 2009, e ao mesmo tempo fecha aliança com Roseana Sarney — a candidata ao Senado que, na visão de muitos, foi a principal beneficiária e articuladora daquele que ficou conhecido como um golpe jurídico-parlamentar no Maranhão.

O episódio é amplamente reconhecido como uma das maiores injustiças políticas da história recente do Maranhão. Lideranças do atual governo, incluindo o próprio Brandão, já se pronunciaram em defesa da memória de Jackson Lago e contra o que classificam como golpe. Mas a pergunta que não quer calar é: como condenar o golpe e, ao mesmo tempo, fazer campanha ao lado de quem foi a beneficiária e articuladora daquele processo?

Roseana Sarney é hoje candidata ao Senado pela chapa governista, oficializada pelo MDB em convenção no dia 25 de julho de 2026, ao lado de Orleans Brandão (governo) e Weverton Rocha (Senado).

A contradição é gritante: enquanto discursos de palanque evocam a memória de Jackson Lago e condenam a injustiça sofrida por ele, a mesma base política abraça e apoia para o Senado a figura que se beneficiou diretamente daquele golpe.

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